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5 coisas que aprendi sobre as inteligências múltiplas

Os alunos são capazes de ir muito além do que imaginam. E ponto.

Passamos a vida ouvindo de que os alunos mais inteligentes são aqueles que possuem as melhores notas, em especial nas disciplinas de matemática e português. Mas a verdade é que todos possuem: inteligências múltiplas.

Eu me chamo Kézia, sou uma quase administradora, ansiosa para a colação de grau e ainda ressentida com o 9 do trabalho de conclusão de curso. Acontece que desde os tempos da escola, os alunos considerados inteligentes eram aqueles tiravam as notas mais altas. E isso permaneceu até na faculdade.

Em contrapartida, em seu livro Inteligências Múltiplas (Editora Artmed), Howard Gardner afirma que a inteligênciaé “um potencial biopsicológico de processar informações de determinadas maneiras para resolver problemas ou criar produtos”.

Assim, todos os alunos possuem inteligências, sejam elas verbal ou linguística; lógico-matemática; musical; visual ou espacial; corporal ou cinestésica; interpessoal; intrapessoal; naturalista e existencialista. Ademais, eles são capazes de ser protagonistas do próprio processo de aprendizado, mas precisam de um método de ensino que permita isso.

No curso de administração, aprendemos que o produto ou o serviço deve ser pensado a partir das necessidades, dores e desejos dos clientes. Sem cliente, a empresa morre. Na escola, não deve ser diferente.

Para satisfazer os principais clientes (pais dos alunos) é importante analisar seus filhos e aplicar uma forma de ensino personalizada.

Aqui estão 5 coisas que aprendi sobre as inteligências múltiplas:

1 – Todos os alunos são inteligentes

Eu sempre gostei de escrever e ler poesias, o que facilitou aprender sobre literatura no ensino médio, mas tive colegas na faculdade, por exemplo, que faziam contas sem precisar de calculadora, outros ainda aprenderam a tocar violão sozinhos. Cada pessoa possui um dom ou uma habilidade, que a faz única e inteligente. Independente das suas notas na prova.

2 – Ninguém é igual

As pessoas são diferentes umas das outras, pois passam por diferentes experiências e são motivadas a se diferenciar uma da outra.

3 – A melhor avaliação é resolução de problemas reais

O estudo das inteligências múltiplas ajudarão os professores, pais, escolas e líderes comunitários a trabalharem juntos para benefício final de cada estudante, e da sociedade como um todo. Quando os estudantes veem que o uso de suas inteligências tem um impacto real, eles crescem. Ou seja, o melhor “teste” é buscar soluções para problemas na vida real.   

4 – Todos os estudantes precisam ser ouvidos

A Teoria das IM é uma ferramenta democratizante, pois possibilita o desenvolvimento e a expressão de ideias por partes daqueles, que, caso contrário, talvez permanecessem sem ser ouvidos. As crianças e os jovens precisam ser educados de forma a estarem preparados para enfrentar problemas profundos na sociedade.

5 – A escola pode devolver futuros líderes

Os professores e alunos devem trabalhar a fim de identificar as potencialidades dos alunos. No trabalho com projetos e avaliação autêntica, os alunos desenvolvem competências para o mundo real e capacidades de liderança necessárias para vencer no mundo de hoje. O professor cria e oferece condições para a potencialização da aprendizagem e desenvolvimento integral dos alunos. Uma vez que, “educar não é transferir conhecimentos, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção” (Paulo Freire).

Artigo escrito por Kézia Pedroso, estudante de administração, atua como head of administration no Instituto Jovem Empreendedor.

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